Eu sempre achei que no enterro do meu pai, ele estaria sem tripa, coração e muito menos amor. E que eu, subiria no túmulo e dançaria um samba bravo,violento sobre a tumba dele. Mas que Drummond me perdoe, pois decidi, nesse dia eu comerei um bolo de aniversário e me lambuzarei de felicidade com o mais puro e açucarado glacê de todos os tempos.
A primeira macumba a gente nunca esquece.
Depois de um final de semana
longe de casa, comemorando meu aniversário, chego em casa, no meu prédio e na
porta da frente, exatamente na porta da vizinha, a visto um prato marrom
preenchido com farofa e três incensos.
No mínimo curioso, e gostaria muito de segundos depois não ter reconhecido o
prato de casa, a cena era deprimente parecia um bolo de farofa com três velas
daquelas que soltam faíscas só que na verdade três incensos acesos. Antes que a
síndica visse que, na porta da casa dela, tinha um projeto de despacho peguei o
prato e joguei a farofa no lixo. No banheiro: minha avó colocando bobes no cabelo
resmungando: “Agora ela nunca mais vai inventar historia de regar minha planta
da porta, po o que que há?! Pra que foi cismar com minha planta, deixa minha
planta em paz.”.
- Oi vó, cheguei! O que era o
projeto de macumba na porta da casa da dona Marta?
-AHhh... a safada foi regar minha
planta e veio tocar a companhia falando que a planta caiu no chão. Caiu porque
a imunda num vai cuidar da vida dela, deixa minha planta em paz. Fiz um pratão
de farofa com bastante cebola pra ela ficar assustada que sou bruxa, macumbeira e
perigosa.
Sinceramente, eu sempre ouvi
dizer que macumba boa é macumba longe. Tipo em longiguaçu, Campo Grande,
Realengo. E nunca esperei ver nenhum tipo manifestação religiosa na porta de
casa logo de manhã. É vergonhoso, mas minha avó se acha macumbeira porque acende um
incenso com cheiro de erva uma vez ou outra. Admito que de inicio, eu fiquei com
pena, senti uma vontade de me oferecer de ir ao mercadão de Madureira comprar um
pote de barro daqueles que a gente vê nas encruzilhadas pra pelo menos
aparentar mais real. Só que não.
Nota do autor¹: Meu maior
arrependimento foi não ter tirado uma foto.
Nota do autor²: Não sei se pego o
prato e jogo fora ou se lavo e finjo que nada aconteceu.
Poesia para quem é de poesia.
"Freud e eu brigamos muito.
Irene no céu desmente: deixou de
trepar aos 45 anos."
(meu jeitinho de dizer: Feliz Natal)
Uma Carta de Assis.
Queridos amigos,
Trago a vocês duas maravilhosas
notícias, antes de tudo mil desculpas ao meu repentino sumiço, mas estive tão ocupado com a faculdade
que tive que deixar o blog de lado. Voltando as notícias, a primeira: faz
alguns meses que entrei em contato com um Professor Doutor que escreveu a tese:
"Caio Fernando Abreu [Para Ler ao Som de Clarice Lispector]" e
solicitei ao mesmo o PDF do material, porém ele se recusou disse que o texto
não estava revisado e que, por isso, ele não divulgava fiquei muito #Chatiado e insisti, disse
que não ligava até me propus a revisar para ele. Mas seguro de sua opinião
negou. Foi ai que fiquei revoltado e resolvi pegar um ônibus até a Faculdade de
Tecnologia de Mococa - São Paulo. Foram dois dias de viagem, engarrafamento e
falta de banho. Parei - Nada dessa viagem aconteceu, mas aconteceria se eu não
tivesse internet, entrei em contato com um grupo de Nerd's em São Paulo, e chorei na verdade implorei por uma ajuda, e assim conheci o Pedro,
estudante da Faculdade de Psicologia da UNESP, (Pedro eternamente amado) onde o autor da tese fez a
defesa e para a alegria da nação consegui uma cópia! Nunca no meu coração fiquei tão feliz de receber
um envelope de uma pequena cidade chamada "Assis", na verdade nunca
esperei um dia receber uma carta de Assis, foi a carta mais feliz que já recebi
na vida e olha que já enviei pelos correios, já dei em mãos com presentes, passei a língua em vários envelopes! mas nunca recebi um texto tão desejado. Agora,
deliciem-se com a tese em minhas mãos, Bu sambando na cara da sociedade. E finalmente a outra notícia: terminarei o ano com a segunda publicação em mais uma coletânea de contos, chamada "Dragões", com o lançamento agora dia 20 de dezembro. Obrigado pelo carinho, pelos email's e pelas felicidades em palavras que para mim são muito valorosas. Feliz Natal e um Ano Novo de Felicidades! Não esqueçam que dia 3 de janeiro a gente comemora o meu aniversário! Bebemoraremos muito! Beijos do Bu.Que Merda, Freixo?
Ano eleitoral e a surpresa de uma corja de
candidatos imundos como Rodrigo Maia, que uma sábia amiga diz: “ele
representa, só de olhar, aquele famoso colega da faculdade que cola em todas as
provas e se junta com o pior tipinho da sala de aula, e no final do semestre
com a maior cara-de-pau chorar 3 décimos para a professora o passar na
disciplina. Mas como ele mesmo diz e levanta a bandeira “o importante é passar”.” Em algum desses dias, eu tive que expressar uma gargalhada, fiquei
sabendo que a Clarice Garotinho nos tempos de militante do PMDB chegou a
participar de uma manifestação em que ela protestava contra a cassação do
mandato da mãe. Se não conhecêssemos o histórico até acreditaríamos na
causa dos injustiçados da família Garotinho. Aspásia Camargo, candidata pelo PV, coitada. Ela acredita mesmo que vai chegar
à prefeitura com o plano de sustentabilidade? Que dó, muita dó. Deus, eu
suplico me dê fé. Outro candidato perdido no mundo é o Otávio Leite, que convenhamos caro
companheiro nessa briga vemos um coadjuvante perdido. Há alguns meses, eu já ouvia falar de Marcelo
Freixo, custava acreditar que não poderia respeita-lo, pois Freixo em meu íntimo
resguardava uma imagem popular - para quem estuda em universidade pública – a todos
que vejo de seu partido PSOL, que como o PSTU, partidos políticos feitos
daquela gente que tem caraca nas orelhas e invade sala da xerox pedindo por um
socialismo indigno, chorando e pedindo voto custe o que custar. Claro, até
podemos criar exceções, mas caro leitor, há poucos com uma higiene básica. Mas
voltando ao Freixo, ele de fato tem propostas inovadoras, e levaria a nossa
política para um novo patamar, viveríamos em um estado mais justo onde pessoas
competentes estariam trabalhando para o melhor de cada setor, não é questão de
não ser grato pelas mudanças que Eduardo Paes e Sergio Cabral fizeram à nossa
cidade, mas sim, a sensação de que pode melhorar mais e mais, ou morreríamos tentando
acreditar que ele é a solução para nossos problemas de desigualdade, acho que
na verdade eu quero dar esse voto de confiança, eu não quero viver refém na
minha própria cidade, por isso que do fundo do meu coração, eu peço, Deus não
me faça desacreditar na democracia, mesmo que imposta, eu quero meu coração
palpitando em acreditar que não seremos reféns de um governo de interesses de
poderosos empresários, que há sim, um Estado democrático em minha cidade, e que
o sentimento de merda mastigada entre minha boca, não permaneça intacta. E por esse conjunto de fatores, vendo candidatos
tão diversos e com o medo de continuarmos nas mãos do Eduardo Paes que chega a
ser tão desanimador tentar estar antenado nas eleições do Rio de Janeiro, eu
quero acreditar em alguém que me dê à segurança de uma cidade melhor, ou que
tentem transforma-la de fato em um lugar menos desigual.
Nota do dono do blog¹: Aspásia Camargo foi apresentada no decorrer desse texto, assim como sua presença nas eleições à prefeitura do Rio de Janeiro, lembrada e mencionada por um grande respeito de intelecto, porém breve.
(Minha avó e eu assistindo debate)
Eu gosto do Rodrigo Maia, antes quando o Cesar Maia era prefeito, os trombadinhas vestiam laranja, agora eu nem sei mais ver quem é quem na hora de atravessar a rua. #Oi?
Eu gosto do Rodrigo Maia, antes quando o Cesar Maia era prefeito, os trombadinhas vestiam laranja, agora eu nem sei mais ver quem é quem na hora de atravessar a rua. #Oi?
Nota do dono do blog¹: Aspásia Camargo foi apresentada no decorrer desse texto, assim como sua presença nas eleições à prefeitura do Rio de Janeiro, lembrada e mencionada por um grande respeito de intelecto, porém breve.
Nota do dono do blog²: Em algum lugar do Rio
perdido na periferia, tentando divulgar uma hashtag, está Cyro Garcia #chatiado, muito #chatiado.
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