mais uma atualização no dia 27 de outubro

        Ultimamente tenho pensado muito em como meu pai seria útil na construção da minha casa, da visão minuciosa que ele teria em administrar o pedreiro. Já fui avisado, o golpe tá aí, cai quem quer.



projeto quiti.bruno

 Hoje paguei a primeira parcela do projeto de casa que pretendo construir no Rio de Janeiro.

Estou louco para o momento expectativa x realidade. 

Semana que vem vou ao Rio tentar fotografar onde quero começar a minha casa, queria fazer uma série no meu close friends quiti.bruno (um álbum secreto para deixar nos destaques do instagram, pela diversão de acompanhar o tempo e a construção, lembrar de quando o projeto era só um sonho e um trabalho tóxico que me permitiu construir minha independência).









Você se preserva para quem?

        Esses dias me consultei no tarô e foi a pergunta que o tarô me fez. Para quem me dou ao respeito? Tenho reflito demais sobre isso ultimamente. O homem casado do Linkedin me procurou para conversar, me contou sobre sua vida, sobre os abusos sexuais da infância, sobre ter casado com uma menina com 17 anos para se proteger das pessoas, disse que não transam há anos (claramente me despertou um "sei" - afinal é um clássico de homem casado retratado nas novelas da Gloria Bolsonara Perez). Mas, me pareceu ser verdadeiro, disse que não transavam, mas que vão fazer inseminação porque claramente não fariam de maneira natural (me disse até o gênero da criança). Talvez essa história algum dia vá para meu livro.

        Uma coisa que me fez acreditar na honestidade do diálogo foi ele mencionar que já estão juntos há 14 anos, que já acostumou com a presença dela. Ele é um homem gentil e doce na individualidade dele. Bate aquela vaidade: larga tudo, vamos viver uma relação legal, vamos ser os melhores amigos da vida de cada um. Mas ando me preservando para algo maior que nem sei exatamente o que é (de acordo com o tarô que não acho que esteja de todo errado). A grande questão é: o que me impede de dizer para ele, vamos tentar viver algo juntos? Vamos tentar? Me lembrei enquanto me questionava. Sou um homem de 35 anos com um background complexo, difícil e sozinho. O destino dos meninos monstros se tornarem Dama da Noite.

Um beijo Caio Fernando Abreu te envio energias por sua história na minha trajetória e pelo aniversário recente. 


ps: acrescentei o caso supracitado no meu livro. 

User: 2,910 Registered: 4 Mar 2023

 Eu fui uma das 3 mil primeiras pessoas a entrar no BLUESKY. Não quero um prêmio por isso, avisarei minha terapeuta sexta-feira. Mas, queria deixar registrado para o Bruno do futuro.

transcrevendo uma entrevista

 



Ter convivido com a filha do João Cabral, e atualmente ouvir a Helô falar sobre a poesia dele, da construção dele artística, me fez perceber como ando fissurado na construção do meu livro sobre a chuva. Como estou na construção da escultura arte e vida. O poeta que menos dei confiança na vida, sendo o poeta que mais me desperta interesse de conhecer, perceber o valor estético para construção daquele produto final.

PRETA GIL


 Esses dias viralizou uma conversa que a Preta Gil teve com seu pai. Eu particularmente amo o Gil e sua contribuição para a cultura/música brasileira. Mas, sempre pela Preta, sei de alguns comentários e atitudes dividosas do Gil, por exemplo, um dia ela disse que Gil tinha o "olhar de balança", "Preta,você emagreceu 2 quilos?" ou então, quando Preta lançou seu primeiro disco ele só comentou "desnecessário, preta." se referindo a ela ter pousado nu para seu disco. 


Uma das falas mais marcantes que já ouvi da Preta: "ele (ex-marido) se apaixonou por outra, até ai normal, amores de verão vem e vão". nunca pensei que em uma relação de anos houvesse essa possibilidade de amar outro, digo isso, porque outro dia desses um rapaz que conheci aqui em Campinas me disse que falava de mim na terapia, que nunca pensou gostar de um poeta. Descobri depois que o rapaz era casado (e me adicionou no LinkedIn para a mulher não desconfiar). O desfecho dessa história nem é tão bom quanto o que aprendo com Preta, mas fica aqui o registro de alguém que desejo muita saúde e mais possibilidades de escuta-lá falando sobre a vida, sobre seu pai e aprendizados em geral.


Liniker incomodando

 


acho uma régua injusta porque estamos falando de uma mulher-trans-preta que quer sentir o direito de ser amada, no país que mais mata pessoas como ela, pessoas como nós.

Eu, particularmente, estou em transe com o disco novo. O quê mais me mobiliza em CAJU é a parte “quando eu alçar o voo mais bonito da minha vida, quem me chamará de amor?” Eu sei que um homem incrível, esforçado, trabalhador, que sou simplismente foda. Mas, me dói não ter ninguém para celebrar os meus voos mais altos, quando conquisto grandes momentos não tem ninguém ao meu lado. 

Eu, por exemplo, não tive formatura, graças a Deus, não tive o constrangimento de ir num evento familiar, sem parente para convidar, mas seguimos resistindo como corpos diferentes, mas ao som de Liniker que nos coloca em afeto ao direito de sermos amados(as) e desejados (as).